Crescem índices de resolução e o número total de crimes com morte no RS

171
Chefe da Polícia Civil reconhece que houve elevação dos crimes graves contra a vida, mas defende que houve, também, maiores índices de esclarecimento da autoria
Chefe da Polícia Civil reconhece que houve elevação dos crimes graves contra a vida, mas defende que houve, também, maiores índices de esclarecimento da autoria

Todo esse trabalho (de investigação) não vai necessariamente reduzir a criminalidade, mas mostra que o Estado está presente

A Polícia Civil divulgou hoje um balanço das ações e apreensões no primeiro quadrimestre de 2016. Os dados mostraram também a elevação dos índices relativos a crimes hediondos no Rio Grande do Sul em relação ao ano passado. Foram 63 latrocínios (roubos seguidos de morte) registrados entre janeiro e abril, por exemplo. Em todo o primeiro semestre de 2015, houve 57 ocorrências.

Houve um salto também nos registros de homicídio. Ao todo, 1.668 pessoas foram assassinadas nos primeiros quatro meses do ano. No primeiro semestre do ano passado, quase 1,2 mil assassinatos foram cometidos no Rio Grande do Sul.

O chefe da Polícia Civil, Emerson Wendt, reconhece que houve elevação dos crimes graves contra a vida, mas defende que houve, também, maiores índices de esclarecimento da autoria. “Percebemos o crescimento desse tipo de crime, não necessariamente em Porto Alegre, mas no Interior. Como polícia investigativa, nos concentramos na resolução dos casos de forma qualificada, para entregar o caso completo. Todo esse trabalho não vai necessariamente reduzir a criminalidade, mas mostra que o Estado está presente”, disse.

De acordo com o balanço da Polícia Civil, foram realizadas 305 operações  e mais de 5,4 mil prisões no primeiro quadrimestre. O percentual de esclarecimento dos crimes de homicídio doloso e latrocínio foi de 83% e 87%, respectivamente.

Conforme o secretário estadual da segurança, Wantuir Jacini, a Operação Desmanche é a principal medida de combate ao latrocínio. O dirigente reiterou que a ação mais importante é a inviabilização do comércio de carros e peças roubados. “Estamos fiscalizando com base na lei aprovada no RS. O que for irregular será triturado em combate à receptação de carros roubados. Com essa ação contra os desmanches, vamos transformar uma atividade ilegal em anti-econômica”, sustenta.

Fonte:Samantha Klein/Rádio Guaíba