Mototaxistas protestam por segurança

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Motociclistas percorreram ruas do centro de Santa Maria pedindo por segurança  Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS
Motociclistas percorreram ruas do centro de Santa Maria pedindo por segurança
Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Protesto de motociclistas para o trânsito do centro de Santa Maria

Após assalto a entregador de pizza que levou dois tiros, classe foi às ruas para pedir segurança à polícia 

O barulho do motor e das buzinas das motos chamou a atenção de quem transitava pelo centro de Santa Maria na tarde desta quarta-feira. Um grupo de cerca de 50 motociclistas que trabalham como mototáxi e fazendo entregas reuniu-se para protestar por mais segurança. A motivação foi oassalto a um entregador de pizza, que ocorreu na última semana, na Vila Rossato, bairro Dores.

Na ocasião, Marco Antônio Del Fabro, 29 anos, foi roubado e alvejado com dois tiros nas costas em uma possível emboscada. Del Fabro, que segue internado no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) em estado estável, foi apenas um dos quatro motoboys assaltados na última semana, de acordo com Marcelo Duarte, que atua como motoboy há mais de 10 anos e um  dos organizadores do protesto.

– Está demais. Precisamos de segurança, e foi por isso que nos reunimos. Para clamar por mais segurança não apenas para quem trabalha com motos, mas para taxistas, motoristas em geral e para toda a sociedade. Precisamos de mais policiamento nas ruas, principalmente, nos bairros, à noite, para que possamos trabalhar. Não vejo policiamento nenhum nas ruas – reclama Duarte, que, no último ano, sentiu na pele a sensação de impotência ao ser assaltado três vezes em diferentes bairros.

Polícia afirma atuar conforme indicadores de criminalidade 

De acordo com o tenente-coronel Gedeon Pinto, comandante do 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon) da Brigada Militar (BM) de Santa Maria, a BM já vem trabalhando no combate à violência em locais específicos da cidade a partir dos dados apontados pelos indicadores de criminalidade.

– A partir do local, dia e hora das ocorrências, iniciamos um trabalho de monitoramento. O pelotão especial passa a colher informações, e redobramos a atenção nesses locais com policiamento ostensivo, realização de blitz, operações, barreiras, cumprimentos de mandados, entre outros – explica o comandante.
A ação faz parte da Operação Avante, que conta com o apoio do 2º Batalhão de Operações Especiais (2º BOE) e, conforme o comandante do 1º RPMon, ocorre diariamente nos turnos e horários apontados pela maior parte das ocorrências.

– O objetivo é dar proteção para que eles (entregadores) possam exercer suas atividades nesses locais onde vão fazer a entrega – resume.

DIARIO DE SANTA MARIA