Polibio Braga: O governador Ivo Sartori é responsável direto pela insegurança pública que assusta o RS

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sartoriOs gaúchos estão encurralados dentro de casa e dos escritórios, abatidos como gado quando saem às ruas e indefesos diante de serviços de segurança pública pelos quais pagam muito e recebem pouco ou quase nada em troca. Ontem a noite, a própria família do editor ajudou vizinhos rendidos as 9h, nos fundos do Grêmio Náutico União por dois carros que os cercaram, levando o veículo e sequestrando a filha. Acionado o 190, este não respondeu aos insistentes chamados. Casos como este, tornaram-se recorrentes em Porto Alegre. Já passou da hora do MPE e do Poder Judiciário colocarem o governo estadual contra a parede, já que a Assembléia, domesticada, nada fará para cobrar solução ao Piratini. 

O governador Ivo Sartori passou a ser cobrado diretamente pelo avanço da criminalidade e até mesmo pela ocorrência de confrontos mortais.

As cobranças não vão parar.

A justificativa da herança maldita deixada pelo governo Tarso Genro, PT, não é mais tolerável, ultrapassados um ano e quatro meses do novo governo, porque Sartori já poderia pelo menos ter mostrado ao distinto público quais são sua agenda e cronogramas para tirar o Rio Grande do atoleiro. E não faz isto, embora insistentemente cobrado.

Não se trata apenas da dramática falta de efetivos, recursos financeiros e salários atrasados, o que ocasionou o sumiço do policiamento ostensivo, o que obriga a Brigada Militar a contar com o dever, competência, coragem e heroísmo dos seus agentes, que passaram a atuar de modo reativo, mas apenas reativo. Também faltam equipamentos e até mesmo presídios, fato que obriga a Susepe a alojar criminosos em delegacias de polícia.

Nas ruas, cada gaúcho que se vire como puder, tipo lei da selva.

O desfrute das noites está proibido aos gaúchos que querem ir a festas, reuniões, jantares, atividades de lazer ou culturais, porque ninguém sabe se voltará vivo para casa.

O presidente da Associação de Cabos e Soldados da Brigada Militar (Abamf), disse que  já passou da hora de o Estado se dar conta dessa disparidade. “Podemos notar vários exemplos que indicam vantagens dos bandidos no que diz respeito a equipamentos. A conclusão é que não temos materiais compatíveis com os usados pelos bandidos e está escancarada a necessidade de investimentos.

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