Policiais mostram sua união e força e visitam colega em momento dificil

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Policial Militar teria que abandonar sua casa em Porto Alegre

Após ser ameaçado por integrantes dos bala na cara, policial militar que mora na Vila Ipe em Porto Alegre solicita apoio de seus colegas que vão visitá-lo

Ontem, 24 de maio, aproximadamente 21:00hs foi repassado a colegas policiais militares que Sd Clécio do 11 BPM estava saindo de sua residência, no IPE em Porto Alegre, com a sua família e com seus pertences básicos por que estava correndo riscos. Chegou até ele a informação que foi repassado para ele que ‘os bala estavam perguntando aos seus vizinhos onde morava o policial’.

250516a1Vulgo Ronaldinho é quem teria mandado seus comparsas irem atrás do policial que morava no IPE e na noite se via muito movimento na vila, com marginais subindo e descendo a vila.

Diante de tais ameaças, a situação foi repassada a demais colegas do policial militar e chegou até alguns colegas da policia civil, quem em ato de coleguismo de forma organizada se reuniram e foram visitar o Sd Clécio o qual ficou muito emocionado e grato pela solidariedade dos seus colegas neste momento tão difícil e pediu que os colegas não entrassem na vila para evitar problemas maiores e não fazerem nada precitadamente, também esclareceu que estava sim tendo apoio do 11 BPM e que o batalhão sempre apoiou e sempre apoiará ele.

(abc/|Correio – Sgt JLK) – Esta situação esta pode se tornar mais comum em Porto Alegre. Criminosos, quadrilheiros e facções querem fazer com que Porto Alegre seja um Rio de Janeiro, onde policiais precisam se esconder, esconder suas identificações e secar suas fardas dentro de casa, para ninguém saber que, em determinado lugar ou vila mora um policial militar. Isto não irá acontecer por que aqui, pois os policiais militares e civis, neste tipo de situação, são unidos e conforme um policial, postou em rede social: “somos todos irmãos e somos do mesmo sangue” –  (abc/|Correio – Sgt JLK)

Quase na virada da noite um grupo de policiais, entre estes civis e militares, se reuniram na entrada da Vila, não indo até a residência, por solicitação do Sd Clécio, que informou posteriormente, que o comentário na Vila era sobre a força e união do policiais e que, os vagabundos da Vila, sentiram o aperto.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um colega que esteve junto na entrada da Vila IPE comentou:

“Hoje tive orgulho de ver a União da Brigada Militar. Estive agora a pouco com cerca de 35 policiais na entrada do condomínio da Rossi na António de Carvalho. Todos com seus carros particulares em horário de folga. Com o intuito de prestar apoio ao colega que esta sendo ameaçado pelos vagos. Senti orgulho de ver a União dos policias em prol da segurança que todos os cidadãos necessitam, união essa pelo bem, de forma correta e dentro da lei! É essa a resposta que devemos dar a eles. Por solicitação do colega não subimos até sua residência no morro, mas a nossa presença com certeza será ecoada pelos becos das vilas e corredores dos batalhões. Hoje a polícia mostrou que pode contar de verdade com seus irmãos de farda. Quero agradecer também aos colegas da Polícia Civil que estavam em no local, dando apoio a Brigada Militar.”

Depoimento de outro colega

“Eu classifico esta noite como histórica,em trinta anos de BM eu nunca tinha visto união tão forte e espontânea como hoje, colegas da ativa, da reserva e de outras corporações todos com um so objetivo, eu sempre achei que nos não tínhamos jeito devido a nossa desunião, mas eu estava errado juntos somos fortes  e não tem vagabundo que segure essa bronca, e como o Cardoso falou nos somos irmãos de farda, e com meu irmão ninguem mete a mão, hoje eu senti muito orgulho de usar esta farda, parabéns a todos que sairam de suas casas e foram dar apoio ao colega”

250516a3Sobre o IPE

Na década de 70, quando os imóveis das vilas IPE I e, em seguida a IPE II, foram produzidas, na IPE II, houve uma concentração de brigadianos e agentes da Susepe. E nos prédios da Avenida Antônio de Carvalho que interliga os dois núcleos moravam muitos sargentos e oficiais. Assim, lá sempre teve brigadiano, nas duas e não eram tidas por vilas de marginais. Nos últimos anos o tráfico, tenta estender seu controle além, das antigas periferias, criando uma falsa sensação de regiões estruturadas da cidade se tornem parte da periferia deles. A situação do Sd Clécio nasce nesse contexto, pois foi criado naquela vila e muitos amigos de infância, com quem conviveu, foram para o crime e ele para a Brigada. Lá existia uma facção que se intitulava de “Bala” também. Recentemente, uma operação da BM desmantelou esse grupo. Isso oportunizou a entrada dos “Balas na Cara”, por lá. Talvez, não somente por ser brigadiano, mas por conta da história do PM, na localidade, tenha sido a causa de ação dos marginais. Esta última parte da história, ainda, deve ser confirmada pelo PM. E é um fato normal da vida das pessoas. Talvez, que os serviços de informação já soubessem e eram conhecedores da lisura do Sd Clésio. Ninguém fez a avaliação que, muitas vezes a erradicação de uma maçã, podre do cesto, pudesse dar espaço para, a natureza arremessasse maças mais podres que as anteriores ao cesto.

CORREIO BRIGADIANO

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