“Era um grande homem, pai e avô”, diz amigo de BM morto em assalto na Capital

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Paulo Henrique Borges Vidal, 48 anos, morto em assalto a madeireira no sábado à tarde

Tenente da reserva da Brigada Militar, Marcelo Vieira Chagas, trabalhou por quase 30 anos com Paulo Henrique Borges Vidal, assassinado no sábado

A morte do tenente da reserva da Brigada Militar Paulo Henrique Borges Vidal, 48 anos, em assalto a madeireira na Avenida Oscar Pereira, em Porto Alegre, na tarde de sábado, comoveu colegas de instituição.

Um deles, Marcelo Vieira Chagas, que atualmente mora no Rio de Janeiro, trabalhou por quase 30 anos com Paulo Henrique. Os dois, inclusive, foram juntos para a reserva, há pouco mais de um ano. Em conversa com a reportagem, ele falou sobre o colega morto por assaltantes.

Diário Gaúcho: Como era o Paulo no tempo em que vocês conviveram na Brigada Militar?
Marcelo Vieira Chagas: Era uma pessoa excepcional. Não só no trabalho. No dia a dia, era um grande homem, pai e avô (Paulo era casado, tinha dois filhos e uma neta).

Diário: Vocês trabalharam muito tempo juntos?
Marcelo: Juntos combatemos o crime organizado por dias e noites, às vezes, sem voltar para casa, em missões que o Batalhão de Operações Especiais nos exigia cumprir. Aposentou-se comigo na Escola de Educação Física da Brigada, no ano passado.

Diário: E o que dizer de ele ter passado por tantas situações na ativa, e agora ter uma morte trágica, depois da aposentadoria?
Marcelo: Perdemos esse irmão para dois covardes que lhe mataram pelas costas, não lhe dando a chance de se defender. Por incrível que pareça, me sinto mais seguro aqui no Rio de Janeiro do que aí em Porto Alegre.

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