Conheça a história da menina que sonha em ser policial militar

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1_rafaella___apaixonada_pela_bm___paulo_pires__32_-1588719Rafaella Elisa, 5 anos, filha de policial militar falecido, ganhou até um uniforme da Brigada

O que você quer ser quando crescer? Se esta pergunta for feita para a pequena Rafaella Elisa Trindade, de apenas 5 anos, a resposta está na ponta da língua: “Quero ser policial militar como meu pai era”. A “soldado Rafaella” – título que está gravado no uniforme que ganhou do 15º Batalhão de Polícia Militar (15º BPM) – costuma exibir com orgulho a farda da Brigada Militar em vários lugares de Canoas.
Muitas vezes, ela pede também para vestir o traje em casa, no residencial Bela Vista, bairro Estância Velha, onde mora com a mãe, a vendedora autônoma Ana Carolina Trindade, 36, e a avó Elisabeth Trindade, 59. “A paixão dela pela Brigada Militar surgiu de forma espontânea, após saber que o pai – falecido em 2014 – foi um policial”, afirma a mãe. Ana Carolina ressalta que a menina, que tem autismo – distúrbio neurológico caracterizado por comprometimento da interação social e comportamento restrito e repetitivo – não conheceu o pai, mas herdou dele o fascínio pelo militarismo. “O amor da minha filha pela Brigada é instintivo e foi reconhecido até pelos policiais militares”, ressalta.
A mãe da garota recorda, orgulhosa, que Rafaella foi convidada pelo 15º BPM a participar da chegada da tocha olímpica em Canoas, na última sexta-feira. “Ela ganhou até medalha, posou para fotos e andou de viatura”, destaca a mãe, lembrando que Rafaella sonha um dia ser comandante da Brigada Militar. “Quem sabe isso não acontece, né? Com certeza esse sonho pode se tornar realidade. Não vou medir esforços para isso”, salienta Ana Carolina.
Mãe busca ajuda para tratar o autismo
Em casa ou na rua, a farda da BM faz parte das vestimentas de Rafaella Trindade, e o militarismo é uma de suas maiores diversões de criança. Ela faz posição de “sentido e presta continência” como se estivesse no 15º BPM. “Força e honra”, repete o lema que aprendeu com os militares. “Quero ser comandante da PM. Meu pai é uma estrela e vai ficar feliz lá no céu.”
Ação entre amigos
Ajudar a filha a realizar o sonho de ser militar é o maior desejo da mãe Ana Carolina, no entanto, ela revela que busca ajuda para tratar o autismo da menina. Ana conta que o tratamento e as medicações são caros. “O autismo dela é considerado funcional. Ela brinca como uma criança qualquer, mas tem crises. Algumas delas na escola”, revela, preocupada, a mãe, que afirma que não possui recursos para custear o pagamento de terapia ocupacional, fonoaudiólogo e psicólogo, necessários para o cuidado do distúrbio. “Quero que minha filha tenha uma vida normal”, ressalta Ana, lembrando que está realizando uma ação entre amigos de uma boneca Baby Alive para conseguir pagar os profissionais. Quem quiser ajudar Rafaella Elisa pode entrar em contato com o telefone: (51) 9866-3663, com Ana Carolina, ou acessar a página: www.facebook.com/soldadorafaella/

DIÁRIO DE CANOAS