Curso ensina progressão em favelas e locais hostis em Canoas

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Curso promove treinamento de progressão em favelas e locais hostis em Porto Alegre | Foto: Alina Souza

Aulas ministradas por sargento do BOPE foram direcionadas a policiais civis e militares

Correio do Povo

O recrudescimento da violência no Rio Grande do Sul, sobretudo nos grandes centros urbanos, está fazendo com que policiais militares e civis, além de guardas municipais, busquem cada vez mais por conta um aprimoramento de seu trabalho de combate à criminalidade. Nesse sábado e neste domingo, o Centro de Estudos Internacional Tatico (CEIT) de Porto Alegre promoveu um curso de progressão em favelas e locais hostis no Arena Wood Paintball, em Canoas. As aulas foram ministradas pelo subtenente Daniel Rocca, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Rio Janeiro, onde também é instrutor.

Rocca destacou que o treinamento realizado buscou principalmente a proteção do próprio policial e da equipe tática, dando mais segurança na ação. “Sem treinamento é morte na certa. Ele tem uma conduta por fazer, como ele vai, de que maneira, pontos de cobertura e abrigo, progressão sob fogo e sobretudo escolha de alvos. Gaúcho, ele está há 27 anos no Rio de Janeiro, sendo 18 anos no BOPE. Em Porto Alegre, ele relatou que pode ter uma noção da violência existente na cidade e destacou a presença de fuzis com os criminosos nas vilas.

Para o sargento Diogo Duarte, do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), Porto Alegre “não tem favelas, mas várias vilas e morros”. No conteúdo do curso, citou como exemplo, foi ensinado como a tropa deve deslocar-se de um local para outro em segurança em uma área de risco, passando por um corredor ou viela, além de um policial proteger o outro. “Simulamos o mais próximo da realidade”, acrescentou.

Duarte afirmou ainda que a especialização por conta própria demonstra “amor à profissão” por parte dos policiais. “Eles estão na rua e precisam sentir-se seguros”, observou, assinalando que muitas vezes é preciso agir imediatamente em uma determinada situação e não se pode esperar a chegada do efetivo tático. “É preciso ter autocontrole e não perde o foco”, lembrou, enfatizando a importância de atuar de modo técnico. “Quando mais conhecimento tiver, vamos minimizar os riscos”, afirmou. “A violência no Rio Grande do Sul está ficando parecida com a do Rio de Janeiro”, comparou.