BAND RS: 8 policiais foram mortos em serviço nos últimos 3 anos no RS

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Uma das mortes ocorreu na última semana na região metropolitana / Brigada Militar / Divulgação

A estatística soma agentes da Polícia Militar e da Polícia Civil do estado

Alessandro Di Lorenzo BAND RS

Nem mesmo aqueles profissionais que são treinados para combater a violência estão livres dos efeitos da criminalidade. Segundo dados obtidos junto às polícias Civil e Militar, oito agentes foram mortos durante o trabalho nos últimos três anos aqui no Rio Grande do Sul. Duas mortes aconteceram nesse ano.

Uma delas na semana passada: o policial civil Rodrigo Wilsen Da Silveira participava de uma ação contra o tráfico de drogas em um condomínio em Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, quando foi atingido por disparos durante confronto com criminosos.

No início desse mês, o policial militar Geferson Rosolen morreu durante uma troca de tiros com um policial civil em Putinga, no Vale do Taquari O confronto acidental ocorreu durante cerco a criminosos que atacaram agências bancárias da região. A Polícia Civil lamenta as mortes, mas ressalta que o perigo faz parte da atuação dos profissionais.

O chefe da corporação no Rio Grande do Sul, delegado Emerson Wendt, destaca que o aumento no número de operações realizadas nos últimos anos aumenta as chances de ocorrerem óbitos, mas afirma que uma série de precauções são tomadas para impedir que isso aconteça: “Quanto maior o número de atividade em campo, maior o risco. Geralmente, no nosso caso, fazemos uma estimativa do risco dos locais onde vai se cumprir, tanto é que nós passamos praticamente dois anos sem uma morte na atividade policial, justamente por temos precauções na atividade operacional”.

Já o presidente da Associação de Cabos e Soldados da Brigada Militar reclama da falta de efetivo e das más condições de trabalho. Leonel Lucas lembra que os policias também são alvos da criminalidade e aponta que a crise financeira afeta o serviço prestado, já que os agentes enfrentam parcelamento de salários. “Afeta em tudo, principalmente na auto estima do policial militar. Imagina irmos trabalhar e deixar a família lá com água e luz para pagar. A auto estima está muito baixa”, ressalta.

No ano passado, foram contabilizadas três mortes de policiais militares. E em 2015, foram dois policiais militares e um civil mortos em confrontos. O número de agentes feridos não é contabilizado.