GAÚCHA: Criminosos atacam bancos em cidade gaúcha sem policiamento

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Cidade do Centro do RS que teve bancos atacados não tinha PMs de plantão

Apesar de possuir seis policiais, nenhum estava na cidade no momento do ataque

Com um efetivo de seis policiais militares, o município de Jari, na Região Central do Estado, não tinham nenhum agente de plantão na madrugada desta sexta-feira (07), quando as agências do Banrisul, do Sicredi e dos Correios foram atacadas por criminosos.

Apesar de possuir um efetivo duas vezes maior do que o considerado mínimo, o comandante regional do Alto Jacuí, tenente-coronel André Idalmir Savian Juliani, admite dificuldade em fechar escala de policiamento 24 horas.

“Infelizmente não temos policiamento 24 horas, mas temos as patrulhas intermunicipais”, lamenta o oficial.

Nesta madrugada, os militares estiveram de serviço até a 1h. Cerca de duas horas depois, os criminosos chegaram no município. A patrulha mais próxima estava em Tupanciretã, que fica a 54 quilômetros de distância em estrada de chão batido. Quando chegaram na cidade, por volta das 5h, os criminosos já tinham fugido do local.

Através de imagens de câmeras de segurança, a Brigada Militar conseguiu identificar que os quatro bandidos estavam em um carro prisma branco, sendo que um deles armado com uma carabina.

Investigação

O delegado Joel Wagner, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), afirma que a informação repassada pelas equipes de segurança das agências bancárias é de que os terminais eletrônicos e os cofres não foram mexidos. O que os bandidos visaram foram as armas dos vigilantes e coletes à prova de balas, que ficam armazenados nas unidades.

O único local em que o alvo não era armamento é a unidade dos Correios. A Polícia Civil confirma que um cofre foi arrombado com o uso de pés de cabra.

Efetivo mínimo

Dois meses depois do previsto, o Comando-Geral da Brigada Militar conseguiu cumprir a meta de colocar, pelo menos, três policiais militares em todos os municípios do Rio Grande do Sul. Os trâmites e o fato de que havia policiais em férias ou em licença atrasou a transferência.

O policiamento é feito normalmente durante o dia e, durante a noite, os policiais ficam de sobreaviso, como foi o caso de Jari.

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