Polícia na escola, projetos da BM aproximam policiais e estudantes

303
Sargento Santos, soldado Daiana e sargento benites são os responsáveis pelo desenvolvimento dos projetos

Patrulha Escolar e o Proerd  auxiliam no trabalho de prevenção à criminalidade

Por Clarice Almeida Jornal Ibiá

O Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) e o projeto Patrulha Escolar estão aproximando os policiais do 5º Batalhão da Polícia Militar de Montenegro e a comunidade escolar. Ambas as iniciativas promovem ações como palestras que visam orientar os estudantes sobre temas como prevenção ao uso de drogas, violência e bulliyng, entre outros. Segundo os policiais, os resultados já começam a aparecer.

O Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) já é  velho conhecido nas escolas da cidade. Atualmente mais de 50 educandários, incluindo instituições do interior do município, são contempladas pelas ações do programa. Conforme o coordenador do Proerd em Montenegro, sargento Everton Luís Santos, a cada ano aumenta o número de alunos interessados em fazer parte do programa. “As novas turmas pedem aos professores para fazer parte do Proerd”, comenta.

O programa é aplicado nas turmas do 5º ano. Os encontros semanais abordam como tema principal a prevenção ao uso de drogas.

Patrulha Escolar realiza em média três palestras por semana

Desde novembro do ano passado, o Proerd ganhou um novo aliado na busca pela formação de jovens mais conscientes sobre os riscos que uma vida sem regras e respeito ao próximo pode oferecer. Trata-se do projeto Patrulha Escolar. A iniciativa foi idealizada pelo sargento Estevão Benites, com base em um trabalho desenvolvido em São Leopoldo. “Eu criei o projeto para ser desenvolvido em Montenegro e ele foi aceito pelo Capitão Dill, comandante da 1ª Cia de Policiamento”.

O projeto Patrulha Escolar consiste na execução de rondas nas escolas e de palestras para os alunos. São realizadas duas modalidades de palestras, para as escolas estaduais são abordadas questões referentes a Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e de Violência (CIPAV). Já nas escolas municipais, são tratados assuntos como danos ao patrimônio público, crimes de ameaça, bulliyng, lesão corporal, violência sexual e outros. Atualmente são realizadas, em média, três palestras por semana. “A gente explica como o aluno deve proceder dentro da escola para evitar comportamentos onde haja a necessidade da patrulha escolar ter que tomar atitudes drásticas”, explica Benites.

Há três anos a soldado Daiana Brandt atua junto ao Proerd e agora passa a integrar as atividades da Patrulha escolar. Ela avalia ambas as iniciativas de forma positiva. “É uma orientação que extrapola o âmbito escolar, é algo para a vida deles. A gente fala muito sobre empatia, respeito, saber lidar com as diferenças, inclusão. A receptividade deles é maravilhosa. É maravilhoso fazer esse trabalho, não tem preço que pague.”

O comandante da 1ª Companhia de Polícia está satisfeito com os resultados apresentados por ambas as iniciativas, mas destaca que a polícia não está tentando fazer o papel que compete aos pais e à escola. “É importante destacar que a patrulha escolar e o Proerd buscam aproximar a polícia militar e a comunidade, no intuito de quebra de preconceitos de uma polícia apenas repressiva, e sim uma polícia de proximidade”, conclui.