Entidades comunicam rejeição a tabela de subsídio a bancada do MDB

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As Entidades que formam o Fórum das Entidades Militares( ABAMF, ASSTBM, ABERGS, AESPPOM, AOFERGS) levaram a contrariedade com a tabela de salários no subsídio proposto pelo governo a bancada do MDB, na Assembleia Legislativa do RS, na tarde de 22 de janeiro.
Recebidas pelo deputado Sebastião Melo e o coordenador da bancada dos emedebistas na Assembleia Legislativa, deputado Fábio Branco, relataram a contrariedade com os valores apresentados na tabela de subsídio e os prejuízos aos praças e tenentes, com uma clara tentativa da quebra da verticalidade na Corporação.

Foi alertado que a criação do soldado de quarta classe é ilegal, pois contrária legislação. Além de ser uma desvalorização e um desprestígio com aqueles que ingressam na Brigada Militar(BM) e Corpo de Bombeiros.

Clemente, presidente da ABAMF, destacou que o nível médio da BM está sem carreira e o projeto apresentado é desestimulador. “Em decorrência das propostas 1,3mil Militares pediram a ida para a reserva. O quadro da BM conta somente com 9 mil ativos. Isso atinge diretamente a proteção da sociedade contra a criminalidade”.

As entidades reforçaram que é necessário melhorar os valores de soldado, sargentos e tenente, e respeitar a verticalidade.

Ederson, presidente da ABERGS,  lembrou que o investimento mensal per capita no RS com recursos humanos na segurança pública é de apenas R$ 44.

Fábio Branco solicitou as Entidades que apresentem uma tabela de valores com o impacto financeiro no cofre do estadual para levarem ao debate.

Clemente voltou a afirmar que os Militares estão sendo tratados com um subproduto na segurança pública. “Por que o tratamento com outras forças do setor é diferente?”, questionou. O projeto de modernização da carreira apresentado pelas Entidades e que não tem impacto financeiro sequer foi cogitado pelo governo.

Após o fim da reunião, as Entidades decidiram colocar a categoria em alerta para a votação que ocorre na próxima semana no Legislativo Estadual. A mobilização e pressão devem ser maiores que as realizadas no ano passado.

Paulo Rogério N da Silva

Jornalista da ABAMF