Policiais dizem que cortes e falta de efetivo ameaçam a segurança pública

54979_zoomA manifestação das polícias (em adesão ao movimento nacional) na Praça Dr. Pio, marcada para as 10h desta quinta (22), reuniu poucos policiais. Portando um faixa com o dizer: “Insegurança Pública – paramos para que você não seja a próxima vítima”, os sindicalistas Maribel Azambuja Milbrath e Edgar Guilherme da Costa Filho, relataram o parcelamento dos salários, o sucateamento dos órgãos da segurança, a falta de efetivo, o corte de horas extras e combustível, além da crise no sistema carcerário. “Tudo isso está acarretando um prejuízo enorme à segurança pública e, consequentemente, à população, pois não conseguimos mais oferecer um serviço de qualidade”, apontou Edgar Guilherme. Maribel lembrou que este é o 10º mês de parcelamento de salários. “A integralização do salário de agosto ocorreu apenas depois do dia 15. E este parcelamento sempre é abaixo de R$ 1 mil”, frisou a policial.

Outro problema se refere à reposição do efetivo. “Hoje temos apenas 30% do efetivo ideal, se levarmos em consideração os anos anteriores. Tem gente pedindo a aposentadoria porque pode perder as licenças-prêmios (não desfrutadas), porque o governo não garante o pagamento do benefício”, ressaltou a policial sindicalista. O combustível foi cortado em torno de 40% e as horas extras também foram cortadas, assim como os incentivos. “Não temos mais nem sacos de lixo dentro das delegacias”, apontou Edgar.

Por todos estes motivos, os policiais insatisfeitos estão em operação padrão constante. “Só atendemos crimes urgentes, contra a vida, até mesmo em casos de idoso e crianças. Estaremos assim até que o Governo do Estado dê uma solução permanente para a categoria”, salientou Maribel.

Jornal Agora

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