“Protesto foi afronta à paz pública”, declara comandante da BM

ProtestoSegundo coronel, o que aconteceu ontem foi um desordem e não foi um protesto

O comandante-geral da Brigada Militar (BM), coronel Alfeu Freitas, afirmou que o protesto contra o governo Temer, realizado nas ruas de Porto Alegre nessa quinta-feira, foi uma “afronta à paz pública” e, por isso, contou com a intervenção da BM. “A nossa intenção é garantir os direitos democráticos de todas as pessoas e dar segurança para quem quer protestar de maneira ordeira. O que aconteceu ontem foi um desordem e não foi um protesto. Muitas pessoas atuaram de maneira violenta e nesta situação a BM sempre irá intervir”, disse em entrevista à Rádio Guaíba na manhã desta sexta-feira.

Ao falar sobre um possível excesso de policiais militares durante a manifestação, Freitas garantiu que qualquer ação da BM fora do escopo legal será punida. “Não podemos permitir que a desordem impere e muitos acharam normal o que aconteceu ontem, mas nós não. O excesso da BM será punido nos termos da lei, porque nós também estamos sujeitos ao Código Penal. O policial militar está bem instruído para trabalhar nos protestos”, garantiu.

Caxias do Sul  

Alfeu Freitas relatou ainda que foi instaurado um processo investigativo para apurar a atuação dos policiais militares durante a prisão de um advogado em uma manifestação ocorrida em Caxias do Sul, na Serra. Freitas admitiu excessos. ”A nossa avaliação é que aquilo fugiu da técnica policial e já foi instaurado o processo para investigar e apurar quem são os responsáveis. Toda a circunstância que provocou a situação será investigada porque a BM é um órgão transparente. Nós consideramos o incidente como um fato isolado e, é claro, que serve de exemplo negativo para os policiais militares que estão atuando nas manifestações”, declarou o comandante.

Fonte:Rádio Guaíba e Correio do Povo

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