Efetivo da BM é a metade do previsto em lei, admite comandante-geral

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Conforme levantamento da instituição, o eixo Porto Alegre-Caxias do Sul concentra 85% dos crimes

A Brigada Militar vai investir, cada vez mais, em gestão de resultado, diante do quadro de efetivo, que corresponde à metade do previsto em lei, e da realidade orçamentária do Rio Grande do Sul. Foi o que disse hoje o comandante-geral da BM, coronel Andreis Silvio Dal’Lago, que se reuniu com a imprensa em um café da manhã na sede da corporação, em Porto Alegre.

“Com o que nós temos, estamos fazendo o máximo… Através de uma governança efetiva, com efetividade, empregando potencial humano de forma adequada, com alto grau de cientificidade e com recursos oferecidos, para minimizar a ação destruidora da criminalidade”, afirmou, No encontro, comemorativo aos 180 anos da instituição, o oficial traçou um histórico da trajetória da BM e das atividades desenvolvidas em 2017 e perspectivas para 2018.

Segundo o coronel, a complexidade do atual momento, com um cenário de crise, transformou a gestão na principal ferramenta para que a corporação cumpra a missão de “preservar a ordem pública”.

Durante o café da manhã, foram divulgados os índices de produtividade da BM, entre janeiro e outubro, em todo o RS. Os policiais militares efetuaram um total de 84,9 mil prisões, sendo 45,9 mil em flagrante e outras 8,6 mil de foragidos. Um total de 3,9 milhões de pessoas foram abordadas em diversas situações. Houve a apreensão de 10.067 armas e de 64.038 cartuchos de munição, além do recolhimento de 54.406 veículos dos quais 13.033 eram roubados ou furtados.

No período, ocorreu ainda a fiscalização de 2,15 milhões de veículos. Nos entorpecentes, os brigadianos apreenderam cerca de 3,3 toneladas, sendo 2,9 toneladas de maconha. Em dinheiro, o efetivo da BM recolheu mais de R$ 4,7 milhões.

Conforme levantamento da BM, o eixo Porto Alegre-Caxias do Sul concentra 85% dos crimes, com boa parte relacionado ao tráfico de drogas. A atuação da BM, lembrou o oficial, enfatiza tanto a prevenção como a repressão qualificada.

Fonte:Correio do Povo

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