Assalto com três feridos em Santa Tereza reforça fragilidade na segurança do interior

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Familiares e amigos aguardam informações em frente ao Hospital Tacchini, em Bento Foto: Diogo Sallaberry / Agência RBS
Familiares e amigos aguardam informações em frente ao Hospital Tacchini, em Bento
Foto: Diogo Sallaberry / Agência RBS

Município só tem dois policiais

Cidade acostumada a registrar pequenos furtos e com pouco policiamento como tantas outras no interior do Estado, Santa Tereza se assustou nesta segunda-feira. Em uma tentativa de assalto, três pessoas da mesma família foram baleadas, e uma quarta pessoa virou refém dos bandidos.

O pânico tem justificativa: nenhum assalto à mão armada, como o desta segunda, havia sido registrado em todo o ano passado. Em todo o ano de 2014, ocorreram 19 furtos, contra 22 até setembro do ano passado, segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado.

A reportagem apurou que apenas dois policiais militares ocupam o posto na área central da cidade, enquanto o medo tem se alastrado pelo interior. Linha Pederneira, onde mora a família atacada nesta segunda, São Valentin e Capanema estão entre as comunidades mais visadas pelos criminosos.

Gente que costuma deixar portas e janelas abertas, agora estão apavoradas. Máquinas de agricultores, roupas e até alimentos, como queijo e salame, estão entre os itens furtados e roubados. Pelo menos uma vez por semana alguma comunidade do interior é acuada por assaltos ou furtos.

— Está todo mundo em pânico — resume a secretária municipal da Administração, Loiri Ceriotti Andreola.

Até dezembro a cidade ainda contava com três brigadianos, mas o número diminui com a aposentadoria de um deles.

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