GAÚCHA: Convênio entre secretarias pode colocar cerca de 200 PMs inativos em escolas do estado

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Convênio ainda falta ser assinado, mas ideia é ter efetivo de inativos ainda neste ano / Foto: Adriana Franciosi/AgênciaRBS
Convênio ainda falta ser assinado, mas ideia é ter efetivo de inativos ainda neste ano / Foto: Adriana Franciosi/AgênciaRBS

Devido ao grande número de ocorrências de violência no entorno de escolas do estado, 5,6 mil entre novembro de 2015 e junho de 2016 (menos o período de férias), as Secretarias da Segurança e da Educação estão em tratativas para que cerca de 200 PMs inativos atuem em estabelecimentos de ensino do estado. Outra medida, é deslocar parte do efetivo da Operação Avante para atuar no entorno destes locais. Estes policiais já farão patrulhamento a partir desta quinta-feira (11).

O convênio entre as duas pastas deve ser assinado em breve, o governo evita falar em prazos, mas não se descarta que o efetivo de policiais que já se aposentaram possa estar apto para fazer policiamento nos colégios ainda neste semestre.

“Estamos confiantes e acreditamos que esse convênio vai ajudar e muito no combate aos crimes nas escolas em médio prazo”, afirma o subcomandante Geral da BM, coronel Andreis Dal’Lago.

Ele e toda a cúpula da segurança pública estavam hoje no lançamento da 3ª fase da Operação Avante, no Centro da Capital. Um dos objetivos do efetivo, que conta com reforço de mais de 200 brigadianos, é combater crimes nas imediações de escolas, principalmente roubos e tráfico de drogas. Casos como o de uma escola em Viamão, onde a mãe de um aluno foi baleada em frente ao local. As aulas foram suspensas hoje. Outro exemplo é daescola Érico Veríssimo, na zona leste de Porto Alegre, em que casos de arrombamentos e vandalismo seguem atrasando as aulas e causando prejuízo avaliado no momento em R$ 150 mil.

Crimes

O Blog Abecê, da Rádio Gaúcha, está divulgando hoje que são registradas 30 ocorrências diárias de violência no entorno de estabelecimentos de ensino no Rio Grande do Sul. São casos em que as atividades escolares foram prejudicadas em função de toque de recolher, tiroteios, ônibus incendiados, confrontos entre criminosos e a polícia, entre outros delitos.