Presidente da ABAMF avalia que é hora de valorizar os militares estaduais

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Brigadianos estarão mobilizados durante a votação de projetos que prejudicam a categoria

No momento em que a crise brasileira espreme o salário dos trabalhadores, a violência cresce e a população está atemorizada, os militares estaduais brasileiros ganham mais importância, pois arriscam a vida para preservar a ordem nas ruas e colocam a vida em risco, a fim de evitar que bandidos não atemorizem os cidadãos de bem. Os movimentos reivindicatórios que eclodem na midia, neste momento, não iniciaram agora. Para o presidente da ABAMF, os governos estaduais e federais cometem um grave erro ao fazer um diálogo de surdos com os policiais e bombeiros militares. ” A população sabe que as reivindicações são justas e o movimento das esposas e filhos de militares é porque o arrocho salarial, a retirada de direitos e a desconsideração com os militares é grande por parte dos políticos”.

O movimento que acontece no Espirito Santo e no RJ já aconteceu no RS, quando os brigadianos ficaram aquartelados em 2016. “A mobilização deve acontecer novamente, quando os projetos que retiram conquistas da categoria forem votados na Assembleia Legislativa do RS, em março”, afirmou Leonel Lucas. E, completou: ” Os governos, tanto estaduais quanto o federal, precisam reconhecer a importância dos profissionais da segurança pública. Punições não irão parar os movimentos iniciados pelos familiares de PMs e BMs. Enquanto outras categorias com altos salários foram agraciadas com bondosos reajustes, os militares estaduais foram esquecidos. E para agravar a situação os policiais e bombeiros trabalham com salário parcelado e o 13º de 2016 ainda é só um sonho. Isso causa revolta”.

No RJ, portão do Batalhão de Choque está trancado por esposas de militares. No Espirito Santo, a falta de policiais militares aumentou a violência nas ruas.

 

Paulo Rogério N. da Silva

Jornalista ABAMF