Contraponto ao ataque do grupo RBS as aposentadorias dos policiais militares

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O Grupo RBS publica hoje em seu jornal ZH ( ver matéria aqui ) mais uma matéria, que  acreditamos muito bem paga, atacando aposentadoria dos servidores da Brigada Militar. Como é de praxe neste veículo de comunicação, a reportagem coloca as aposentadorias dos policiais como um benefício não aplicado aos demais, mas na sua editoria, não cita as peculiaridades da função, como por exemplo, que pagamos uma das maiores alíquotas à previdência no país, de 14%, mesmo estando na reserva, esta alíquota não é suspensa.

Não temos a proteção do estado como as demais categorias, não possuímos um FGTS, não temos direito a sindicatos, não podemos fazer greve, não possuímos adicional noturno. Nossa jornada de trabalho é exercida nas piores condições, pois além da falta de estrutura e garantias, coloca em risco o bem maior, a vida. Nossa carga horária é extrapolada cotidianamente, o incremento do advento de horas extras ainda é um preceito meramente existencial de norma, mas muito pouco de fato.
Temos dupla jurisdição penal, dedicação exclusiva e podemos ser chamados ao trabalho a qualquer momento. Não possuímos a proteção de órgãos de direitos humanos, qualquer erro decorrente do serviço, algo inerente a profissão desgastante, o policial arca sozinho, tem que retirar proventos do seu sustento para a defesa que lhe é negada pelo estado.

A maioria das aposentadorias não se dão precocemente, devido a uma carreira que não traz benefícios, onde a progressão na mesma se dá apenas no final, grande parte do efetivo permanece mais tempo que necessário, na busca da recompensa desses anos de trabalho, sem falar nos que mesmo com tempo vencido, não requerem a aposentadoria, pois o salário precisa ser compensado para garantir as mínimas condições a sua subsistência e de sua família.

Por fim sugerimos ao governo, que coloque sua energia na busca de solução financeira aos problemas do estado, não ataque servidores, os quais não são responsáveis pela situação em que o estado está, arrochar os servidores da Brigada Militar, tirar benefícios que são justos, é desmotivar e desmontar a segurança pública, que por fim essa conta será paga pela sociedade gaúcha, quem de fato nos paga o nosso salário, pois somos funcionários de estado, trabalhamos pela segurança pública dos gaúchos e não para benefício de políticos que exercem cargo público de forma transitória.