“Inexistem indícios mínimos de materialidade e autoria do delito”, diz juíza que soltou Jonas Dedão

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Uma dos bandidos que já foi um dos mais perigosos do RS foi solto nessa semana

A juíza da Vara do Júri de Novo Hamburgo que mandou soltar um dos bandidos que já foi considerado um dos mais perigosos do Rio Grande do Sul nesta semana alegou falta de provas no processo que ele responde por tentativa de homicídio. Jones Antônio Machado, 45 anos, o Jonas Dedão, deixou pela porta da frente a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas na tarde de quarta-feira (21). Andrea Hoch Cenne diz que Dedão já estava há muito tempo preso e não deveria continuar na cadeia.

“Inexistem indícios mínimos de materialidade e autoria do delito”, diz a juíza.

Jonas dedão foi preso em 1º dezembro de 2015 em Novo Hamburgo após assalto à uma agência do Banrisul em Nova Hartz.

Segundo o Ministério Público, Dedão e seus comparsas estavam “munidos de armas (inclusive dois fuzis), munições e artefatos comuns à espécie (inclusive explosivos)” quando a Brigada Militar chegou. Na fuga, é acusado de ter roubado uma moto em Novo Hamburgo. O processo dele tramitava na Vara Do Júri, porque foi acusado de tentar matar policiais militares durante a troca de tiros.

No depoimento à Justiça, Jonas Dedão afirmou que não estava participando de assalto. A versão dele é que trabalhava como motorista numa revenda de carros. E que combinou num local para desfazer uma venda, quando foi abordado por dois assaltantes, reagiu e terminou baleado.

“Ressaltou que nunca foi lhe questionado como foi o fato. Explicou que não tem dinheiro, que todos falam que é rico, mas não é, que, inclusive, quem custeia os honorários do advogado é a Igreja”, relata a juíza em sua sentença.

Ele havia voltado ao sistema prisional em outubro de 2016 durante o cumprimento de prisão domiciliar. Jonas violou o monitoramento, o que fez com que a juíza da 1ª Vara Criminal do Município, Ângela Dumerque, revogasse a prisão domiciliar e decretasse a preventiva.

Jonas Dedão cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. O advogado dele, Magnus Viana, afirma que há uma perseguição ao seu cliente pela fama que ele teve no passado no mundo do crime, mas que hoje ele está regenerado. Afirma que as acusações são pela fama que ele teve no passado.

“Ele está numa congregação de igreja. Ele não tem absolutamente mais nada (de bens)”, afirma o advogado.

Segundo Magnus, Jonas Dedão trabalha numa oficina atualmente. A Rádio Gaúcha aguarda posição do Ministério Público.

GAÚCHA