Depositado o salário integral dos servidores estaduais, com cortes para grevistas

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Palácio Piratini. Foto: Governo do Estado
Palácio Piratini. Foto: Governo do Estado

Governo anuncia ainda hoje se vai cumprir a data de pagamento da parcela da dívida com a União

Depois de dois meses de salários parcelados, os servidores públicos do Executivo gaúcho receberam a remuneração integral pelo mês de setembro em dia, nesta quarta-feira (30). Parte daqueles que aderiram às paralisações das últimas semanas sofre descontos pelos dias parados.

Os professores conquistaram liminar na Justiça ontem e, assim, o governo se comprometeu a pagar pelos dias de greve em folha complementar, na próxima sexta-feira. Os técnicos-científicos também são beneficiados por decisão judicial que proíbe o corte do ponto. As duas categorias deverão compensar o trabalho dos dias de greve.

Do total de 347 mil matrículas de servidores, apenas 18.148 registraram ausências durante os protestos, segundo a Secretaria da Fazenda. Como muitos funcionários mantêm mais de uma matrícula, a adesão aos protestos calculada pelo Executivo foi de menos de 5% do funcionalismo.

O pagamento em dia pelo último mês foi confirmado pelo governo do Estado na semana passada, logo após a aprovação do projeto que ampliou o limite para saques de depósitos judiciais. Cerca de R$ 1 bilhão foram liberados, mas o Estado ainda não confirmou quanto foi necessário sacar para pagar os servidores. O Piratini também não divulgou, por enquanto, se vai ser possível pagar a parcela de setembro da dívida do Estado com a União, que vence hoje. As duas respostas devem ser apresentadas até o final do dia pela Secretaria da Fazenda. Ainda nesta manhã, às 11h, o governador José Ivo Sartori (PMDB) participa de cerimônia da Secretaria Estadual da Saúde para anunciar a quitação de dívidas com hospitais.

Ao final de outubro, o valor dos depósitos não está confirmado, já que o governo afirma ser possível cumprir a folha integral, no máximo, por dois meses. O pagamento dos salários de novembro e dezembro também não tem qualquer garantia. Para o 13º salário, o Executivo negocia com o Banrisul um empréstimo para que os trabalhadores não precisem arcar com juros, como foi feito pelo ex-governador Germano Rigotto (PMDB).

Fonte:Bibiana Borba/Rádio Guaíba